• Spotify ícone social
  • Facebook
  • Twitter
  • YouTube
  • Instagram
  • Dennis Souza

Resenha: Maus


maus

Na HQ onde os judeus são desenhados como ratos e os nazistas ganham feições de gatos; poloneses não-judeus são porcos e americanos como cachorros, com traços grossos e sem cor. O livro trata-se de um relato que busca evidenciar a brutalidade do Holocausto. Art Spiegelman, porém, evita o sentimentalismo e interrompe algumas vezes a narrativa para dar espaço a dúvidas e inquietações.

Mas de todas as releituras que já tive a oportunidade de conhecer, nenhuma é tão intensa, tão profunda, tão triste e tão dolorosa quanto Maus. Ler o relato de um filho sobre a vida miseravelmente sofrida de seu pai e ainda assim não usar eufemismos para esconder seus defeitos foi de uma sensibilidade extraordinária, a despeito de, a princípio, parecer frieza. Impossível ler sem chorar, mesmo que sem derramar lágrimas.

Art narra como seu pai sobreviveu à Guerra e ainda conta como o velho judeu continuou sendo uma pessoa mesquinha, sovina, oportunista e racista. Sim, como disse no começo, o autor não usa eufemismos e nem santifica seu pai. Ainda assim, mostra como era um senhor carente, atormentado, precavido, amoroso.

Vladek é um judeu polonês com um talento formidável para os negócios. Graças a essa característica (que muitos consideram inerente aos judeus), sua passagem pelos campos de concentração foi menos torturante que de muitos.

Maus, ajuda muito a pensar também em responsabilidades. Durante a leitura quase não há menção à Hitler ou à alta cúpula cujos nomes sempre aparecem quando se fala se Holocausto.

A HQ é distribuída pela Editora Companhia das Letras e possui 296 páginas.

#vladekspiegelman #nazismo #maus #artspiegelman #holocausto

0 visualização0 comentário
Design sem nome (63).png
  • White YouTube Icon
  • White Facebook Icon
  • White Twitter Icon
  • White Instagram Icon