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Impressões | Turma da Mônica: Laços

Turma da Mônica: Laços, está em cartaz nos cinemas e é sabido que de gerações a gerações com certeza vocês cresceram lendo em algum momento, em alguma ocasião, uma história em quadrinhos da Turma da Mônica ou chegou a presenciar seja na TV ou no cinema, alguma animação deles, como no meu caso, A Princesa e o Robô (1983), minha primeira incursão aos cinemas, animação emblemática que unia as aventuras da “Turminha” com uma vaga inspiração a franquia Star Wars de George Lucas e que me marcou muito minha infância.

Sempre me peguei imaginando, tentando vislumbrar como seria essa “Turminha” em carne e osso, mas nunca achei que isso poderia algum dia acontecer, ser concebido ou realizado… No meu intimo eles sempre estariam, sempre existiriam dentro das HQ’s, no máximo numa animação, mas nunca interpretados por pessoas de verdade, pois eles eram únicos, mágicos e eternos (eternos sim, com certeza, mas impossível, jamais!).

Em 2009 podemos dizer que o “embrião” começaria a nascer, com uma ideia do editor Sidney Gusman (pai de todo esse projeto…) em reunir diversos outros quadrinistas nacionais muitos deles desconhecidos, com traços totalmente distintos um do outro e com o intuito de homenagear nosso “mestre” Mauricio de Souza, carregavam a responsabilidade de “reinterpretar” os personagens clássicos, nascendo então, a famosa MSP50, que ainda gerou mais duas outras grandes edições.

Da MSP50 (um verdadeiro laboratório para o que ainda viria…) surge ao selo Graphic MSP e em 2012 a primeira Graphic Novel é lançada, chamada Magnatar releitura do personagem Astronauta com traços mais sólidos, com uma pegada mais aventuresca com pitadas de ação e ficção cientifica, abraçando um público mais jovem, um público mais adulto com uma história mais longa e um pouco mais séria do que a linha clássica.

Em 2013 foi à vez dos irmãos Cafaggi (Vitor e Lú) lançarem Laços, (graphic mais vendida e uma das minhas favoritas!), e contava a história da “Turminha” em busca de um Floquinho desaparecido.

Com várias outras Graphics lançadas e cada um com seu devido sucesso, o interesse em realizar uma produção em live-action da Turma da Mônica só crescia assim como a preocupação em adapta-la, afinal, adaptar uma obra literária é arriscada, ainda mais em se tratando de um fenômeno cultural, um verdadeiro patrimônio da cultura pop tupiniquim.

Felizmente a escolhida Turma da Mônica: Laços é uma verdadeira enxurrada de comprometimento, qualidade e muito, mas muito, amor! Uma união de vários pontos positivos, obra, direção, elenco, roteiro, envolvidos, resultando num filme extremamente fiel não só ao trabalho de 60 anos do Mauricio de Souza (linha clássica) como também ao trabalho dos Cafaggi (graphic novel), com uma pegada anos 80, Conta Comigo, Goonies.

O Interesse do diretor (fã) Daniel Rezende (Bingo: O Rei das Manhãs) era grande, e aceita-lo embarcar no projeto só solidificou ainda mais sua realização.  A vontade de Rezende de dirigir era tanta, que se pode dizer que ele nos concedeu uma pequena obra prima. Laços tem um ritmo único, fluido, não deixa o ritmo cair, tem uma estrutura de aventura juvenil leve, gostosa, prazerosa de se assistir e de se acompanhar.

A fotografia e a direção de arte são impecáveis, o figurino é exemplar e de encher os olhos, a construção de universo no caso o bairro do Limoeiro é perfeita, é imersivo e insere você pra dentro da história e a escolha de elenco também é um caso a parte, escolhidos a dedo, as crianças são maravilhosas e simplesmente incríveis, cada um carrega uma energia própria de cada personagem, é como se realmente essas crianças fossem de verdade Mônica (Giulia Benice), Cebolinha (Kevin Vechiatto), Cascão (Gabriel Moreira, pra mim o que mais se destaca!) e Magali (Laura Rauseo).

O elenco de apoio também está incrível (Paulo Vilhena, Monica Iozzi, Fafá Rennó) com destaque para Rodrigo Santoro que interpreta o Louco, com uma atuação inusitada, tem uma sequencia com um jogo de câmeras aprimorado, com muita técnica e precisão, um dos pontos altos do filme e da direção.

As referencias e easter-eggs (Horácio, Penadinho, Papa-Capim, Jotalhão) ao redor do filme são inúmeras (e todas sutis, e naturais), além das aparições de outros personagens como Titi, Aninha, Jeremias, Maria Cascuda e outros…

Construído com muito carinho, calcado com muito carisma e esmero, Laços é um filme extremamente encantador, emocional, nostálgico, carregado de ótimas sensações e ensinamentos…  É o auge da cultura pop nacional e um MSP(verse) surgindo nas telonas!

E sim, Mauricio de Souza, você é o nosso Stan Lee brasileiro e é do Braaaaaasil!

Nota: 10/10

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