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  • Dennis Souza

Impressões | Rambo: Até o Fim

Depois de um hiato de 11 anos com Rambo IV, chega aos cinemas, Rambo: Até o Fim, quinta aventura de John Rambo, veterano de guerra do Vietnã, rejeitado pela sociedade e que hoje vive sua aposentadoria em seu rancho no Arizona com sua “filha” adotiva…

Antes disso, sua primeira aparição nas telonas foi em Rambo – Programado para Matar (1982, com direção de Ted Kotcheff, baseado no livro First Blood de David Morrell), carregava seus traumas de guerra e a hostilidade de uma sociedade na volta para casa, Rambo II: A Missão (1985, com direção de George P. Cosmatos o mesmo do sucesso, Stallone: Cobra), na sequencia veio Rambo III de 1988, direção de Peter Macdonald e somente em 2008 o já citado Rambo IV com o próprio Stallone na direção e a introdução de uma violência muito mais gráfica e que se seguiria nesta nova sequencia.

A direção agora é do novato Adrian Grunberg (ele também dirigiu o mediano Plano de Fuga com Mel Gibson), Até o Fim, tem um inicio de filme que “tenta” (em vão) emular em certos momentos o filme Logan, permeado por um roteiro raso, simples no melhor estilo Busca Implacável do também veterano Liam Neeson.

Já em seu terceiro ato onde se concentram as melhores sequencias de ação do filme, lembrando um Esqueceram de Mim “bad ass” para maiores, o diretor abraça de vez a violência gore, agradando os fãs do gênero, com um final que chega até ser hilário.

Até o Fim tem um ritmo cadenciado, é o Rambo mais diferente dos anteriores (cabelo curto, não tira a camisa, sem a faixa na cabeça…), mais hermético, a maior parte da ação se concentra toda no rancho, lembrando muito o terceiro ato de 007: Skyfall, a construção das armadilhas para os bandidões que estão à caminho.

Se nos primeiros filmes, o personagem é uma personificação do heroísmo puro, um símbolo de força e determinação, aqui, segue mais para um thriller de vingança.

E verdade seja dita, com sua outra franquia Os Mercenários, Até o Fim, perde sua força e brilho mesmo tentando se apegar na nostalgia de seus filmes anteriores.

No campo das atuações há problemas, com atuações rasas (como a sobrinha Gabrielle de Yvette Monreal), vilões genéricos e sem profundidade (os irmãos Martinez), personagens desperdiçados (a jornalista Carmen interpretada pela atriz Paz Vega).

Rambo: Até o Fim, é um final (?) mediano para um personagem tão icônico dos cinemas, possui um roteiro raso, de história e condução simples, com uma cartilha batida sem grandes atrativos, com certeza agradará em cheio aos fãs do gênero, mas deixará muitos insatisfeitos para os mais exigentes, merecia de certa forma um filme mais trabalhado, muito mais polido… um enorme desperdício que entretêm.

Nota: 6/10

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