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  • Dennis Souza

Impressões | O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio

ESQUEÇAM OS ANTERIORES!

O Exterminador do Futuro 3: A Rebelião das Máquinas, de 2003 com direção do fraquíssimo Jonathan Mostow, volta no mínimo dez casas no quesito efeitos visuais e na ação, tem um John Connor “bobão” vivido por Nick Stahl e uma Terminatrix sem carisma alguma…

O Exterminador do Futuro: A Salvação, de 2009, direção de McG (As Panteras, Guerra é Guerra), é o que se “salva” um pouco por conta de sua ambientação, “tenta” fazer algo diferente (mas se perde fortemente no processo), temos aí um John Connor bacana encarnado por um Christian Bale afetado nos bastidores…

E O Exterminador do Futuro: Gênesis, de 2015 com direção equivocada de Alan Taylor, uma bagunça sem tamanho de história….  Uma Daenerys como a jovem Sarah Connor, um horrendo Kyle Reese de Jai Courtney (NO! NO! NO! PLEASE, NO!) e John Connor (Jason Clarke) Exterminador (WHAT?!?!?!) foi de exterminar de vez a franquia!

Então chegamos com O Exterminador do Futuro: O Destino Sombrio (2019) para ser a possível sequencia direta dos dois primeiros filmes; o primeiro uma espécie de “technoir-slasher”, trazia um ar de terror, uma história com um conceito inovador, um orçamento enxuto e efeitos datados, a grande maioria deles, práticos, mesmo assim, que impressionaram muito na época (o filme é de 84). E o segundo, O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final, de 1991, um verdadeiro clássico da cultura pop, um divisor de águas no quesito efeitos especiais (atual até hoje!), um dos maiores filmes de ação da história do cinema com um James Cameron em seu melhor momento! (sim, eu ignoro Titanic e Avatar).

E o bom filho a casa torna, desta vez, Cameron assume a produção, deixando a direção a cargo de Tim Miller (Deadpool) que fez uma das coisas mais incríveis este ano ao lado de David Fincher, que foi Love, Death & Robots, série de animação antológica feita para o serviço de streaming Netflix (SE AINDA NÃO VIU, VEJA!). A escolha de Miller depois deste projeto faz todo o sentido e me empolgou muito!

Destino Sombrio começa com o pé na porta, recicla a história, em matéria de roteiro não é nada inovador, mesmo assim, funciona, e funciona muito bem! O filme tem peso, abraça o espirito dos anteriores, você sente a ameaça, a tensão (que há muito tempo não víamos…), o senso de urgência e correria estão presentes, você realmente se empolga com as sequencias de ação (o CGI pode oscilar algumas vezes, e pode talvez, não superar o segundo, mas chega bem próxima dela) você se importa e se preocupa com as personagens, que por sinal, são muito bem desenvolvidas e são os destaques do filme.

São três protagonistas mulheres fortes e destemidas (confesso que a primeira foto divulgada das três juntas me desagradou bastante inicialmente, mas depois paguei a língua!), grande destaque fica para Mackenzie Davis (Blade Runner 2049), a aprimorada Grace, responsável por proteger Dani, sua fisicalidade impressiona (lembrou muito Alicia Vikander em Tomb Raider: A Origem), ela manda muito bem, não só na ação (lembrou levemente a Furiosa de Charlize Theron), é sem dúvida alguma a grande surpresa do filme, Mackenzie tem potencial pela frente…

Daniella Ramos (Natalia Reyes) uma jovem mexicana que acaba se tornando da noite para o dia a Sarah Connor da vez, é esforçada e manda bem (diferentemente de outra personagem mexicana, a Gabrielle de Yvette Monreal em Rambo: Até o Fim). E falando em Sarah Connor, temos o retorno de Linda Hamilton, que apesar de passar um pouquinho do ponto (minha opinião), continua bad-ass e tem uma evolução de certa forma natural de sua personagem dentro da trama.

Já Arnoldão Schwarzenegger, mais uma vez presente, o peru de festa de final de ano que não pode faltar com seu habitual T-800 sem muita importância na trama, faz mais uma conexão mais direta com sua colega Sarah Connor.

Gabriel Luna com seu REV-9 é “sangue no zóio”, intimida, menos sisudão que o T-1000 de Robert Patrick, ainda assim sobe um degrau na ameaça convincente, tem estética e um conceito diferenciado bacana.

Exterminador do Futuro: Destino Sombrio cumpre com louvor seu objetivo, consegue manter o equilíbrio dos anteriores, tem senso de urgência, tem peso, boas sequencias de ação, se esmera em boas protagonistas com enorme carisma, diverte, empolga e encerra uma trilogia dando um novo recomeço para a franquia.

Ponto para Tim Miller, ponto para James Cameron.

Nota: 10/10

PS.: Enrique Arce o Arturito de La Casa de Papel faz uma participação, interpretando o pai de Dani.

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