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  • Dennis Souza

Impressões | Jurassic World: Reino Ameaçado

Jurassic World: Reino Ameaçado está entre nós, mas antes vamos voltar um pouquinho no tempo pra entender melhor a trajetória deste universo jurássico que tanto nos agrada…

Spielberg, há 25 anos, entregou um filme mágico, primoroso, virtuoso, que até hoje nos encanta, que até hoje nos fascina, sejam adultos ou crianças. Outras duas sequências surgiram, bem mais ou menos, e bem mais do mesmo, porém, sem a magia do primeiro filme, sem o domínio, sem a manipulação emocional, característica forte do mago Steven Spielberg.

Em 2015, o diretor Colin Trevorrow consegue a incrível façanha em emular (óbvio que, sem o mesmo carisma de Spielberg) o sucesso em uma espécie de reboot/remake de Parque dos Dinossauros, com o bem sucedido e atualizado, Jurassic World. Nesta história o parque já existe, e está a todo vapor, uma “Disneylândia Jurássica” vêm encantando multidões, e com um CGI pesado, (que por muitas vezes incomoda), apresentou novos personagens (carismáticos), e nos trouxe uma aventura dinâmica, ágil, com um ritmo envolvente, em que novamente encantou uma nova geração e surpreendeu com um sucesso estrondoso.

Sendo assim, uma sequencia seria inevitável, provavelmente, com a intenção de se realizar uma nova trilogia, surge então, Jurassic World: Reino Ameaçado.

Agora a direção fica por conta de Juan Antonio Bayona, do emocionante O Impossível e do mágico, Sete Minutos Depois da Meia-Noite. Bayona surpreende, traz uma direção segura, ambiciosa, com característica marcante, um visual super engajante.

Planos abertos que exaltam a dimensão física com um visual espetacular, ambienta muito bem a ação, ação está muito bem orquestrada, muito bem elaborada. Em outros, trabalha com close-ups fechados, que trazem uma sensação de urgência, de claustrofobia, tensão, Reino Ameaçado por si só, é mais sombrio, mais soturno, levando por um caminho mais sério para o universo jurássico.

Outro ponto positivo de Bayona foi a de trabalhar com animatrônicos e computação gráfica juntos, conciliando muito bem os dois, dando mais veracidade e convencendo melhor do que o longa anterior.

Bryce Dallas Howard está mais a vontade com sua personagem, Chris Pratt sempre mandando bem, já Jeff Goldblum, desperdiçado, mas com um belo discurso na ponta da língua.

Jurassic World: Reino Ameaçado de Bayona tenta trazer um novo olhar, um novo frescor ao universo, desta vez, mais próximo do horror, contudo, peca na história com uma “certa barriga” no segundo/terceiro ato, e com a repetição de situações, dá indícios de que o universo tem dificuldades de se reinventar, ficando aquela sensação amarga de mais do mesmo no final das contas.

Com um desfecho que esperamos há tempos, e aguardando por uma terceira parte com uma conclusão mais digna, mas principalmente mais substancial; Reino Ameaçado bate na trave mesmo sabendo do esmero e do cuidado de Bayona na direção.

Esperando por uma adaptação de Dinosaucers, que seria muito mais benvinda.

Nota: 7/10


#JurassicPark #JurassicWorld2 #JurassicWorldReinoAmeaçado

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