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  • Dennis Souza

Impressões | John Wick 3: Parabellum

Chega aos cinemas o tão aguardado John Wick 3: Parabellum, mas para entendermos melhor “Parabellum” vamos relembrar um pouquinho a trajetória desta surpreendente trilogia estrelada pelo astro Keanu Reeves da trilogia Matrix, Velocidade Máxima, Advogado do Diabo e muitos outros bons (outros nem tantos…) filmes.

O primeiro, que chegou com o título de De Volta ao Jogo (não sei por quê?!), estreou de forma despretensiosa, inesperada, nas mãos de dois desconhecidos e iniciantes diretores Chad Stahelski e David Leith (atualmente, os dois vêm crescendo fortemente em Hollywood) no qual ambos aproveitam toda a sua bagagem como dublês profissionais, apresentando um filme com ótimas cenas de ação elaboradas, inventivas nos tiroteios, nas perseguições e lutas, sendo aí, a grande surpresa em 2014.

Logo na sequencia veio John Wick – Um Novo Dia para Matar (2017), o filme não te pega com o mesmo senso de surpresa, embora, ele amplie bem o universo retratado e mantem a força do original (pra mim o melhor até agora da franquia criada).

Eis que chagamos em Parabellum (2019), se John Wick mostrou o que é capaz de fazer com apenas um lápis, imagine então o que ele é capaz de fazer com um livro!

O filme começa minutos após o final do segundo, John tem que encarar com suas consequências e seguir sua jornada para permanecer vivo, transitando novamente em locações incríveis, carrega uma estética a lá videogame, no melhor estilo “fases”, e o raio de alcance deste universo ganha ramificações agora em escala global. Nesta sequencia os fatores honra e lealdade estão muito presentes.

A direção de Stahelski continua muito bem no controle, com muito cuidado, um domínio excepcional, uma edição caprichada, que deixa a movimentação fluir naturalmente, a mixagem de som continua impecável, com batidas ásperas, secas e angustiantes.

A estética continua elegante, polido, é violento, tem humor, irônico, a franquia chegou há um nível em que o filme tira sarro de seu próprio universo.

Keanu Reeves domina a tela como poucos… e apanha como ninguém neste filme, possui um vigor físico de dar inveja (me lembrou muito o mesmo vigor físico de Tom Cruise).

Os coadjuvantes brilham também, Dacascos como o maior antagonista, derrapa no humor, mas brilha nos embates mano a mano, a dupla de atores indonésios, Cecep Arif Rahman e Yayan Ruhian (ambos de The Raid 2) tem o seu momento, Ian McShane (totalmente diferente do horrível Hellboy), Laurence Fishburne e Anjelica Huston, impecáveis, Lance Reddick como Charon ganha espaço e Halle Barry como Sofia está simplesmente carismática, foi uma ótima adição ao elenco e merece um spin-off próprio!

Contudo, Parabellum pra mim não consegue superar os anteriores por muito pouco (é muito uma questão de gosto), tem um momento que achei bem desnecessário (a sequencia do deserto) e no terceiro ato algumas coisas me soaram um pouco repetitivas, a ambientação do embate final (na sala de vidro) apesar de incrível, me pareceu muito semelhante à sala de espelhos do segundo.

John Wick 3: Parabellum mostra que a franquia continua criativa, conta com uma porradaria ininterrupta e bem coreografada, tem uma ação vertiginosa coerente, tem um protagonista carismático que já se tornou icônico, e apesar de apresentar sinais de um talvez “mais do mesmo”, ainda sim, dá indícios que devemos nos preparar para a GUERRA!

nota: 9,5/10

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