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  • Dennis Souza

Impressões | Han Solo: Uma História Star Wars

Han Solo – Uma História Star Wars, é digamos um filme problemático em sua síntese. Explico. Desde sua concepção, ou melhor, sua ideia de explorar através de spin-off as origens de personagens icônicos da saga clássica, você acaba de certa forma, mexendo com o misticismo de cada um, em que muitas vezes o mais legal disso tudo é deixar esta “ideia” em nossos imaginários, mas óbvio que, a Disney hoje detentora dos direitos iria sugar até a ultima gota desta pequena joia rara.

Para uma franquia já estabelecida e com personagens reverenciados por diversas gerações, não seria diferente torcer o nariz, ainda mais, quando se trata em remodelar nada mais nada menos do que o personagem Han Solo, tão bem caracterizado e eternizado por Harrison Ford.

Tarefa difícil essa (diga-se de passagem) substitui-lo de forma mais jovial, ainda que o meu favorito fosse o ator Anthony Ingruber que já interpretou Ford mais jovem no sensacional “A Incrível História de Adaline”, mas o ator Alden Ehrenreich, nos surpreende e entrega uma caracterização calcada na sutileza de seus gestos, na simplicidade de seus trejeitos. Alden convence, mas óbvio que não possui o mesmo carisma/desenvoltura que Ford, o que seria pedir muito.

Solo é “aventuresco”, é leve, é despretensioso, contudo, é o mais fraco da franquia até o momento, ainda que, ostente uma bela fotografia caprichada e de conseguir expandir o universo com criaturas ainda mais estranhas, mas tão quanto, interessantes.

E apesar de ter uma certa dose considerável de ação e um ritmo satisfatório, as sequencias de ação, ainda que, divertidas e até que bem elaboradas, faltam intensidade, peso, o que com o tempo se tornarão esquecíveis.

A química entre o jovem Solo e Chewie funciona, o Lando Calrissian de Donald Glover é um frescor a produção, rouba a cena e com certeza protagoniza as melhores partes do filme construindo muito bem e consagrando o relacionamento de “amigos/rivais” da saga.

O restante dos coadjuvantes, dentro do possível. são relevantes, os dois primeiros atos são bem trabalhados e chega até certo ponto,  a emocionar, mas o clímax final da uma embolada no meio de campo, perde folego, e não tem o mesmo impacto que seu início.

O veterano Ron Howard cai de para quedas, substitui a dupla de diretores originais, Phil Lord e Christopher Miler, joga no seguro, faz aqui (como sempre) uma direção no “piloto automático”, sem muitas pretensões, sem muita ousadia, e entrega aqui, um produto extremamente mediano, porém, divertido, uma aventura morna, esquecível e infelizmente não digna para o nosso famoso contrabandista.

Nota: 7/10


#chewie #harrisonford #HanSolo #StarWars #DonaldGlover #AldenEhrenreich

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