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  • Dennis Souza

Impressões | Godzilla 2: Rei dos Monstros

Chegou aos cinemas Godzilla 2: Rei dos Monstros  continuação do morno e insosso Godzilla de 2014 dirigido por Gareth Edwards.

Sua primeira aparição nos cinemas foi em 1954, mas foi em 1998 que o diretor-catástrofe Rolland Emmerich (de Independence Day, O Dia Depois de Amanhã, 2012, Soldado Universal e muitos outros) tentou “americanizar” o monstrengo radioativo ao lado de Matthew Broderick e Jean Reno numa versão distorcida e equivocada do monstrengo.

Desta vez, coube a Michael Dougherty a missão de ampliar e dar continuidade nesta nova espécie de “Legendary Monsterverse” nos cinemas…

Dougherty diferente de Edwards (ele investiu mais no drama do que na ação, gerando um filme extremamente arrastado e colocando muito pouco o Godzilla em tela) optou por um filme muito mais dinâmico (pelo menos em sua primeira parte…) e agressivo, com o pé na porta na ação e, diga-se de passagem, é o ponto altíssimo do filme e principal razão de sua existência…

Visualmente o filme é muito bonito, vários takes parecem grandes pinturas, ainda que em algumas vezes (nem todas), os ambientes sejam escuros e esfumaçados o que dificulta um pouco o entendimento do embate entre os Titãs.

As fontes de luzes são mega estilizadas, as cores são extremamente saturadas, o escopo também está bem convidativo e os efeitos sonoros estão absurdamente apurados (tentem ver na maior tela e som possível que conseguir e garanta uma experiência incrível).

Outro ponto alto é a expansão mitológica da empresa Monarch, estabelecendo-a de vez, e “linkando” com outro filme Kong: A Ilha da Caveira (2017) de Jordan Vogt-Roberts.

Mas infelizmente nem tudo são flores ao redor dos monstros… Godzilla 2: Rei dos Monstros peca em muitos outros aspectos, comprometendo o andar da carruagem em seu contexto final.

O núcleo humano (mais uma vez!) peca, raso, é totalmente sem empatia alguma, as motivações do vilão são extremamente estapafúrdias… O filme dá uma infladinha no meio (criando uma barriga enorme), tornando cansativo e arrastado novamente (o primeiro Godzilla foi assim, Kong também… Warner, vocês precisam urgentemente rever isso!), atores de calibre desperdiçados (Charles Dance é apenas um bom exemplo!)

Ken Watanabe está presente novamente assim como Sally Hawkins (tb desperdiçados), Vera Farmiga, Kyle Chandler (agora só fazendo cara de bravo!) e Millie Bobby Brown (a Eleven de Stranger Things) completam o núcleo-drama-humano-desnecessário.

Godzilla 2: Rei dos Monstros começa bem, tem uma porradaria ótima, os Titãs estão simplesmente deslumbrantes (Godzilla ainda é o meu favorito!), um ótimo visual quando quer, mas tem defeitos (repetidos) que precisam urgentemente serem corrigidos…

Embora, ter o prazer de ver Mothra, Rodan, King Ghidorah e claro, Godzilla juntos… É um deleite para os fãs de Kaijus pra ninguém botar defeito (ou seria?!)

Nota: 7/10

Observações:

Só fica a duvida… Kong vai ter que comer muito arroz e feijão quando Godzilla vs. Kong chegar.

Fique até o final, durante os créditos finais, ressaltam bem este novo filme da franquia…

Tem uma cena pós-créditos.

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