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  • Dennis Souza

Impressões | Anna – O Perigo Tem Nome

Muito antes de Operação Red Sparrow (2018) com Jennifer Lawrence, Atômica (2017) com Charlize Theron (até então o melhorzinho deste subgênero), A Colombiana (2011) com uma “ainda-não-tão-popular” Zoe Saldana ou até mesmo Salt (2010) com Angelina Jolie, um francês chamado Luc Besson já havia flertado positivamente nos cinemas com sua “femme fatale” em Nikita – Criada para Matar (1990), que por sinal ganhou uma versão americanizada bacanuda em A Assassina (1993) com Bridget Fonda no papel principal e direção de um eficiente John Badham.

Besson também adora trabalhar com atrizes em papéis principais fortes, com muito carisma e beleza e exemplos não faltam, como Lucy (2014) com Scarlett Johansson (que deve ganhar seu filme solo da Viúva Negra no ano que vêm) e O Quinto Elemento (1997) com Milla Jovovich debutando nas telonas…

Já a nova debutante da vez é Sasha Luss (cópia carbonada de sua antecessora Jovovich) e assim temos Anna – O Perigo Tem Nome (2019) nova tentativa (frustrada) do diretor em “atualizar” sua “femme fatale” em Hollywood.

O diretor volta as suas raízes que o consagrou, infelizmente, derrapa, e entrega um filme extremamente genérico, com uma ação morna, e um roteiro pra lá de confuso.

Sasha tem sex appeal certo para a personagem, se esforça bastante, mas não tem um terço do carisma de sua antecessora quando é exigido.

Depois da franquia Wick e até mesmo do já citado Atômica, dirigir cenas de ação ficou difícil e Besson se esforça para entregar sequencias que empolguem, ainda sim, apesar de poucas e muitas vezes abaixo da média, apresenta uma boa sequencia que surpreende (a do restaurante), com uma coreografia até que caprichada, com certo impacto e boa energia da protagonista, mas também é só.

O roteiro confuso que é cheio de reviravoltas agrada e funciona nas primeiras vezes, mas repetidos a exaustão, se tornam extremamente previsíveis e perdem a graça.

O elenco de apoio também é sofrido, o triangulo amoroso criado entre Anna, Alex (Luke Evans de A Bela e a Fera e Drácula: A História Nunca Contada) e Leonard (Cilliam Murph de Batman Begins e Dunkirk) é absurdamente constrangedor e anticlimático.

Talvez a única personagem relativamente boa, que funciona e que até chega a ser um dos poucos pontos positivos do filme é a personagem de Helen Mirren (que parece estar se divertindo ultimamente em participar de filmes de ação) como Olga, chefe de Anna na KGB, extremamente a vontade no papel, debochada e sarcástica na medida.

Anna – O Perigo Tem Nome tem uma trama rocambolesca sofrível, uma ação abaixo da média que deixa muito a desejar, e interpretações constrangedoras desperdiçadas, num filme genérico e sem vida com uma protagonista esforçada.

Dias melhores para você Luc Besson de O Profissional, Cão de Briga e O Quinto Elemento.

Nota: 4/10

#anna

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