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  • Dennis Souza

Impressões | Alita: Anjo de Combate

Hollywood ao longo dos anos continua a tentar (e muitas vezes falhar…) com suas adaptações de anime e mangá, muitas delas desastrosas outras até que um tanto satisfatórias em seu melhor pensamento possível.

O horrendo e colorido Speed Racer (2008), a vergonha alheia Dragon Ball Evolution (2009), o pateta Death Note de 2017 e o mais recente e não mais eficiente (e mediano) Ghost in the Shell também de 2017 sãos apenas alguns exemplos destas tentativas do cinemão atual…

Depois de vários adiamentos (um total de três!), Alita: Anjo de Combate chega aos cinemas, nas mãos do visionário e sumido James Cameron aqui apenas na cadeira de produtor (sim, ele está ocupadíssimo com suas “sequencias eternas” de Avatar), deixando a bucha (ôps!), digo, a direção nas mãos do oscilante Robert Rodriguez (de A Balada do Pistoleiro, Machete, Um Drink no Inferno, Sin City – A Cidade do Pecado e muitos outros).

Com um orçamento mega inflado de 200 milhões de doletas, Alita: Anjo de Combate é bonito visualmente, tem belíssimos efeitos especiais (mas nada extraordinário…) e boas cenas de ação.

A história se passa num futuro distópico no ano de 2563, após uma grande guerra, a terra ficou em um estado de decadência profundo, exceto para Zalém, última cidade flutuante habitada por “ricos”, o que lembra muito a premissa do filme Elysium de Neil Blomkamp, o restante “os pobres” moram em Iron City, lá produzem as necessidades da cidade flutuante e ficam com todo o lixo deixado por ela.

E justamente neste lixão é que o Dr. Ido (o sempre competente Christopher Waltz) encontra Alita (Rosa Salazar numa atuação eficiente), uma cyborg desmemoriada, mas com uma destreza enorme para o combate.

É notável o carinho pelo material original, desde a fisionomia da protagonista (que no começo pode gerar certa estranheza) à ambientação e aos traços dos demais cyborgs ao longo do filme (enxerguei a possibilidade de uma adaptação de Mega Man!). Por outro lado é compreensível a dificuldade e complexidade de se adaptar este estilo de segmento e que ainda consiga atender o grande publico, em que muitos desconhecem a obra de origem.

Infelizmente, Alita: Anjo de Combate apresenta certos problemas, como por exemplo, tropeça fortemente em sua narrativa, possui um roteiro raso o que acaba não aprofundando em determinados assuntos, deixando inclusive, muitas pontas abertas e sem explicações, tem os dois primeiros atos arrastados demais, empolgando (um pouco) no atropelado terceiro ato, e diálogos extremamente forçados.

Além disso, a subutilização dos antagonistas, principalmente de um ator de alto calibre, totalmente desperdiçado e muito mal aproveitado, o caso de Vector papel de Mahershala Ali (de Green Book – O Guia) é decepcionante.

Alita: Anjo de Combate tenta com um orçamento “pompudo” dar um pequeno passo adiante às adaptações de anime/mangá em Hollywood, ainda que, traga uma protagonista certeira e que tenha bons efeitos, peca em um roteiro raso de narrativa morna em um filme que poderia trazer muito mais, mas ficou devendo e que infelizmente não deve cair no gosto da galera.

Akira… ainda não é o seu momento.

Nota: 6/10

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