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  • Dennis Souza

Impressões | Aladdin

Os tempos são outros. Os das adaptações. Catálogo é o que não falta pra Disney, e a mesma, já deixou claro que irá colocar a disposição, pois a tecnologia atual permite, auxilia e moderniza para uma nova geração como também para os saudosistas de plantão, ainda que, em alguns casos, não carregue em sua total plenitude a magia e a pureza de seus clássicos originais.

Mas eles nunca irão deixar de existir. Jamais.

Aladdin, nova empreitada live-action dirigida por Guy Ritchie dos bons Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes, Snatch – Porcos e Diamantes, Rock’Rolla – A Grande Roubada, os dois Sherlock Holmes e dos regulares Rei Arthur: A Lenda da Espada e O Agente da U.N.C.L.E., nos brinda com uma aventurona hermética (praticamente ela se concentra toda em Agrabah), leve, equilibrada e sem maiores pretensões.

Com o cabresto da Disney, Ritchie de assinatura única e bastante peculiar está bem comedido na direção (que surpresa!), seu estilo acelerado dá espaço para uma direção sem firulas visuais (ainda que tenha algumas), mas sua genialidade está presente.

O filme reconta a história do pobre garoto Aladdin que tem apenas o macaquinho Abu. Depois de se apaixonar pela princesa Jasmine, encontra uma lâmpada mágica a mando do vilão Jafar e com a ajuda do Gênio, tenta conquistar o coração da amada.

Para um filme que começou seu marketing de forma errônea e com diversas criticas ao visual de seu personagem mais icônico (o Gênio de Will Smith), Aladdin vai bem e contraria tudo o que foi dito.

Com uma estética rebuscada, colorida, design de produção caprichada, o filme não decepciona.

Os dois protagonistas estão ótimos, tem química, Mena Massoud (Aladdin) é virtuoso e é sempre bem intencionado, Naomi Scott é uma princesa forte, decidida… (tem seu momento de representatividade e empoderamento) e Will Smith, traz uma energia divertida como o Gênio (devo dizer que ele rouba a cena!).

Em baixa performance em seus últimos trabalhos (Bright e Esquadrão Suicida) Will Smith retoma seu folego e faz um Gênio, sarrista, irreverente, e toma uma decisão super acertada em não querer imitar Williams e dar espaço para os demais brilharem. O resultado final garante ótimos momentos do filme! (é nesses momentos que me fizeram voltar a minha infância…)

Os destaques ficam para Abu e o tapete mágico (são muito divertidos!). Já o vilão Jafar é o ponto fraco do filme… O Jafar da animação é muito mais ameaçador e muito mais vilão!

Aladdin (live-action) é um excelente fruto de seu tempo, é fascinante, simpático, bem dirigido, uma aventura simples, redonda e super divertida.

Mas Rodrigo e as canções?! Sim, elas estão presentes, o tempo todo, mas o tempo todo meeesmo! O que vocês queriam??? Ainda é uma produção da [poderosa] Disney!

nota: 7/10

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