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  • Dennis Souza

Crítica | Vidro

Um dos filmes mais esperados do ano, com um resultado não tão bom assim…

Que o cineasta M. Night Shyamalan tem uma forma extremamente peculiar de fazer filmes, todos sabemos. É um diretor de filmes conceituais, com enorme talento para criar suspense, com premissas incríveis e grandes sequências, isso é inegável.

Porém, com a mesma intensidade com que acerta, também pode errar, nos entregando de quando em quando alguns filmes terríveis, desajustados, com sequências de ação mal desenvolvidas e uma condução de sua linha narrativa, pobre e arrastada (vide O último Mestre do Ar e Lady Water).

Vidro é uma sequência direta de CORPO FECHADO (2000) e do recente FRAGMENTADO (2016), que propõe não só o encontro entre seus personagens com poderes especiais (e de certa forma, estranhos), mas também um novo olhar sobre o Gênero de filmes de Heróis. Infelizmente, fica só na proposta… Seus filmes anteriores tem o poder de te conduzir de forma a criar lentamente um incrível suspense psicológico. Te faz entrar no filme gerando dúvidas em relação aos tais poderes especiais, o que nos faz por vezes chegar a questionar se as personagens são de fato “seres especiais”, ou se todas as questões abortadas são apenas psicológicas.

Já Vidro, sofre da pressão criada em torno dos filmes de Heróis, em relação a expectativa do público por algo grandioso, e o diretor fica no meio do caminho entre seguir os passos de seus filmes anteriores e entregar um blockbuster de Heróis com efeitos especiais e um grande clímax. E é aí que peca de forma desastrosa, pois essa mal definição é perceptível e apesar de o filme ter um bom primeiro ato e elementos interessantes na fotografia, arte com cores muito bem definidas para cada um dos personagens e um bom ritmo inicial estabelecido, o filme patina e desliza sobre clichês, coreografias de lutas desastrosas (é empurrão pra lá e pra cá e só) e uma péssima sequência, nada grandiosa, é entregue no final.

Claro que esse é só o meu ponto de vista e você tem todo o direito de concordar ou não comigo, mas no final das contas, acredito que o Diretor sofre quando fica muito tempo no anonimato, então faz um filme bacana, cria milhões de expectativas a respeito de seu sucesso e, afobado, acaba fazendo mais um filme, no mínimo, frustrante.

Gosto dos filmes anteriores, gosto da proposta criada por ele para essa nova ideia para filmes de Heróis realistas, com problemas psicológicos e gosto da proposta de seu universo estendido… Porém, apesar de dois ótimos filmes antecessores, uma premissa bacana e ótimos personagens com ótimos intérpretes, seu roteiro piegas e condução afobada, por deixar de assumir aquilo que é e focar naquilo que a franquia poderia ser, acabam levando o filme pra lugar nenhum.


#Shayamalan #BruceWillis #samuelljackson #Vidro #jamesmcAvoy #mnightshyamalan #crítica

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