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  • Dennis Souza

Crítica | Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw – Caóticos e Destrambelhados

Sinceramente não sei ao certo como os fãs da franquia Velozes e Furiosos receberão Hobbs e Shaw, pois a meu ver, o filme nasceu simplesmente para ser maior e mais furioso e embora tenha um humor interessante e ação desenfreada (elementos que até podem satisfazer alguns fãs dos filmes de ação dos anos 90), parece que ele não se preocupa em movimentar o universo dos corredores e, em muitos momentos, parece nem se lembrar de que se trata de um filme derivado de uma franquia já com 08 filmes, a não ser pelo título do filme e os personagens em comum.

Estaria sendo injusto se dissesse que o filme não me divertiu. Na verdade, ele até me parece bastante sincero em relação aos trailers e materiais de divulgação apresentados, pois entrega exatamente o que está lá: uma competição de masculinidade entre dois brucutus marombados, cheio de referências a cultura Geek, frases de efeito e muitas, mas muitas explosões! Tudo elevado a décima potência!

Existe uma pretensão enorme em se estabelecer como uma nova franquia de filmes de Heróis, o que não chega a ser um problema, porém, a questão é que este filme poderia caminhar sozinho, mas carregar o legado da franquia Velozes e Furiosos me parece um erro, pois além de ignorar toda a franquia (ignoram absolutamente tudo, inclusive as leis da física), isso meio que impede o filme de ter uma identidade própria.

Os excessos são muitos e a veracidade das cenas são colocadas em xeque a todo o momento: Ora numa cena em que Hobbs (Dwayne Johnson) pula de um prédio pendurado por um cabo e aço, derruba três homens no caminho, cai sobre um carro e não sofre um só arranhão, ou em cenas onde a motocicleta do vilão (Idris Elba) parece ter sido tirada dos filmes dos Transformers, pois além de andar sozinha, se desmonta e monta quando conveniente e por aí vai…

David Leitch (Deadpool 2, John Wick, Atômica) faz uma direção sem muita autonomia, mas cumpre seu papel ao entregar o que o estúdio queria, ao intensificar tudo para conseguir grandes cenas de ação.

Dweny Johnson é muito mais carismático que Jason Statham, mas num geral, a dinâmica da dupla funciona. Idris Elba não se esforça muito e entrega um vilão “muito mal”, como é dito incluso nos trailers. Ele é mal e apenas isso, sem muitas camadas, mas mesmo que em uma de suas performances mais medianas, entrega um trabalho aceitável. Vanessa Kirby também tem um bom desempenho, sem muitos riscos e existem duas outras participações bem interessantes de atores conhecidos e aclamados pelo público (não, não darei spoilers).

O filme tem três cenas pós-créditos e com certeza a expectativa do estúdio é fazer dinheiro o suficiente nas bilheterias para garantir a Hobbs e Shaw uma sequência direta. Sinceramente, não acredito que os filmes da Franquia original irão respeitar este filme a ponto de lidar com (referenciar) seus acontecimentos e cronologia, mas aguardemos para saber o que o futuro nos aguarda.

Basicamente, Hobbs e Shaw é um filme de Ação desenfreada, que aborda o tema de Espionagem e Engenharia genética com apelo tecnológico, que se propõe ser um filme de heróis super-poderosos para embarcar na onda deste gênero, trabalhar maiores escalas em relação a Franquia original, com um novo humor e muitas referências em busca de identidade própria, mas que na verdade, faz deste um filme divertido, mas raso e que muito provavelmente cairá rapidamente no esquecimento.


#therock #HobbseShaw #idriselba #VelozeseFuriosos #vindiesel

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