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  • Dennis Souza

Crítica | Frozen 2

No final de 2013 era apresentado ao mundo a história das irmãs Anna e Elsa, onde a Disney vinha modernizando suas princesas, continuando a linha de sucesso vinda de “Enrolados“. Desta vez, o estúdio decidiu apostar em uma história que focasse não em uma personagem principal, mas sim em duas. O resultado foi qual? Um sucesso estrondoso que rendeu muito dinheiro aos cofres da Disney mundialmente (incluindo linhas de brinquedos) e levando pra casa duas estatuetas no Oscar 2014 (de melhor Animação e de Melhor canção por “Let it go”).

Frozen – Uma Aventura Congelante” é de fato é um primor de animação e tem uma história que conseguiu conquistar crianças e adultos igualmente. Se por um lado as crianças amaram o boneco de neve Olaf (dublado perfeitamente por Fábio Porchat) e as canções, os adultos se encantaram com o amor envolvendo as duas irmãs. Este que, é uma grande lição do filme: um gesto de amor verdadeiro nem sempre é um beijo (algo da qual a “velha Disney” sempre pregou em suas animações).

Pois agora, passados 6 anos retornamos ao Reino de Arendelle para descobrir muitos mistérios que ficaram para trás no primeiro filme. Lacunas que não deram tempo de ser exploradas já que este não era o foco inicial.

Prova disso é a introdução de “Frozen 2”, nos mostrando um momento do passado dos pais de Anna e Elsa, contando uma história para as duas, ainda crianças. A história, que envolve o pai delas ainda jovem, mostra uma visita à floresta encantada, falando de um acontecimento envolvendo habitantes do Reino e de uma tribo, que possui o dom de controlar e usar os quatro elementos: terra, água, fogo e ar. Devido a um incidente, o pai delas é resgatado no meio de uma guerra de forma misteriosa. Basta esta cena, para nos ser lançado o mistério que envolve a família, o reino e de onde vêm o poder mágico de Elsa.

Voltamos ao Reino de Arendelle na atualidade e vemos que esta tudo em paz com Anna, Elsa, Olaf, Kristoff e Sven. Porém, Elsa está incomodada com uma voz que só ela ouve. O que ela não esperava, é que os 4 elementos se voltariam contra Arendelle, forçando o povoado a sair do reino, fazendo com que as irmãs fossem um busca de respostas para que tudo voltasse ao normal.

Ufa! Sim, este é apenas os primeiros minutos de “Frozen 2” que certamente deixarão os espectadores sem ar. Dado o início desta nova aventura, o mais incrível é que todos os personagens tem seu espaço para brilhar em tela. Se por um lado Elsa está fascinada para saber de onde vêm seu poder mágico, Anna precisa se controlar emocionalmente quando as coisas fogem do esperado. Olaf está se questionado sobre a “vida adulta” e até mesmo Kristoff e Sven tem mais tempo em tela, mostrando que homem tem seu lado emotivo (mesmo que seja desajeitado).

Além disso, sobra tempo para os mistérios envolvendo a tribo da floresta mágica e o passado de Arendelle, que nem tudo é o que parece, tendo reviravoltas que fez quem vós escreve soltar um “eita” em determinada cena.

“Frozen 2” volta mais musical do que nunca, isso é um fato. Porém, por mais que tenha momentos impecáveis e músicas que certamente você sairá da sessão cantando, nenhuma delas será tão marcante quanto “Let it go” do primeiro filme. Mas é importante ressaltar duas canções incríveis da continuação: sendo elas “Minha intuição” e “Vêm Mostrar” (esta sendo pra mim uma das cenas mais lindas dos últimos tempos em uma animação) onde a Disney faz questão de mostrar que ela é capaz de ir além do que você pode imaginar.

Momentos cômicos e emocionantes é que não vão faltar. Aliás, a animação conta com diversos subgêneros que certamente vão agradar os adultos. Uma história mais madura, de autoconhecimento fará com que você se apaixone mais ainda e torça para que dê tudo certo. Mas esteja preparado, levem lenços (muitos!) porque nenhuma jornada é fácil, e não é por ser uma animação, que seria o contrário.

Com o universo expandindo, fica claro o quão rico é a história criada por Chris Buck e Jennifer Lee, que mesmo explorando muito bem seus personagens principais, insere personagens novos que trazem mistério e expansão deste universo. Com a presença da tribo, por exemplo, o filme consegue falar sobre questões políticas – como cultura e colonialismo – de forma leve e precisa, onde adultos e crianças irão entender que todos nós somos iguais e não há motivos para temer alguém que seja diferente de você.

OBS 1: em questão técnica, a animação alcança um patamar assustador, de tão realista que está. Água, gelo, céu, texturas e movimentos são tão realistas que você acreditará que aquilo é real.

OBS 2: há uma cena após os créditos finais – bem divertida – por sinal. Vale a pena esperar por ela.

Por Érik Rodrigues


#Disney #olaf #elsa #nna #frozen #frozen2

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