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Crítica | Cemitério Maldito

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Quero começar dizendo que embora aprecie o trabalho de Stephen King, não sou um leitor assíduo de suas obras. Também não vi o filme de 1989 dirigido por Mary Lambert e por não ter uma referencia, não tenho uma definição a respeito.

Tendo dito isso, começo este release otimista de que este é um bom filme e de que ele possa vir a ter uma boa repercussão.

Até onde você iria para ter de volta a pessoa amada? Quais são as barreiras e limites que você está disposto a ultrapassar para rever um ente querido?

Essas são as principais questões levantadas por CEMITÉRIO MALDITO, filme dirigido por Kevin Kolsch e Dennis Widmyer, que conta a história de Louis Creed – personagem interpretado de forma muito convincente por Jason Clarke – que em busca de sossego e de mais tempo com sua família, se muda para uma nova casa no interior do estado, e que pra sua surpresa, fica localizada nos arredores de um antigo cemitério indígena utilizado para rituais tribais. Os moradores da cidade utilizam o local para rituais de sepultamento de seus animais de estimação, porém, existe uma barreira que dizem que não deve ser ultrapassada, pois a terra é podre e amaldiçoada.

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Embora não seja nenhum filme grandioso, ele acerta nas questões simples. Todos os atores estão muito bem dirigidos e acredito que Jason Clarke (o pai) e Jeté Laurence (a filha) conseguiram entregar personagens muito bem desenvolvidos e merecem atenção por isso.

Jason interpreta um médico cirurgião, extremamente cético e racional, que acredita que a ciência traz a resposta para todas as suas indagações e que não tem uma relação com o divino e/ou o sagrado. Sua descrença cria um conflito com sua esposa que carrega traumas e assombrações desde sua infância e após algumas situações estranhas vindas do cemitério, Jason tem sua verdade colocada à prova e isso cria uma desconstrução de suas crenças (ou descrenças), resultando em conflitos internos e em uma transformação, muito interessantes.

Já a garotinha interpretada por Jeté é uma surpresa muito boa! Eu ainda não conhecia seu trabalho e achei muito bom, na medida certa! Ela é doce e curiosa quando precisa ser, e aterrorizante quando necessário! Acredito de verdade que essa menina ainda vai ser muito comentada!

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Quanto à parte técnica do filme, devo citar a trilha sonora, incrivelmente composta por Christopher Young, que foge ao obvio, evitando sustos desnecessários e sabe utilizar o silencio a seu favor. A direção me pareceu muito consciente e limpa. Soube criar afinidade com as personagens, o que permitiu ao filme uma condução precisamente tensa e perturbadora. Já a fotografia também tem seu mérito, com planos lentos e momentos de afastamento com takes aéreos bem estilosos, que só contribuem com a forma de contar a historia.

Muitos talvez desgostem ou não entendam o filme, especialmente por seu final dialético, mas eu curti a experiência e acho que vale a reflexão.

Não importa qual sua crença, se acredita em Deus, Diabo, fantasmas ou maldições… Não importa o quanto a morte pareça natural (e de fato é) e faça parte do movimento da vida. Nós nunca saberemos qual seria nossa reação perante a possibilidade de reverter à morte e isso é o que mais assusta”.

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